Universidades estaduais de SP que ainda usam cobaias no ensino

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Três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) se posicionaram contra o Projeto de Lei 706, do deputado estadual Feliciano Filho, que restringe o uso de animais vivos no ensino . A proposta “representa enorme prejuízo ao ensino, com o potencial de comprometer e, possivelmente, inviabilizar as atividades de formação de profissionais qualificados”, diz ofício da reitoria da Universidade de São Paulo, enviado ao governador de SP. No entanto, vale ressaltar que o curso de Zootecnia e Veterinária da USP já usa cadáveres preservados, simuladores caninos e outros métodos modernos sem cobaias.

Conheça procedimentos didáticos antigos, que usam animais, mas que já podem ser substituídos por métodos mais modernos e éticos

Em algumas universidades, nos cursos de Medicina Humana e Veterinária, Odontologia, Farmácia e Bioquímica, Psicologia, Educação Física, Biologia, Química e Enfermagem animais “ainda” são empregados didaticamente para:

Observação de fenômenos fisiológicos e comportamentais a partir da administração de substâncias químicas

Estudos comportamentais em cativeiro

Conhecimento da anatomia

Obtenção de células ou tecidos específicos

Desenvolvimento de habilidades para técnicas cirúrgicas

O biólogo Sergio Greif assinala alguns dos procedimentos mais comuns:

Miografia. Um músculo esquelético, geralmente da perna, é retirado

de uma rã viva, eventualmente anestesiada com éter. A

resposta fisiológica a estímulos elétricos é observada através do

registro em gráfico

Sistema nervoso. Uma rã é decapitada e um instrumento pontiagudo

(por exemplo, uma pinça) é introduzido repetidamente na

sua espinha dorsal, seccionada. Observa-se então o movimento

dos músculos esqueléticos respondendo aos estímulos sem o

comando do cérebro (resposta arco-reflexo)

Sistema cardiorrespiratório. Um cão é anestesiado, o seu tórax é

aberto e observa-se os movimentos pulmonares e cardíacos,

antes e após a injeção de drogas como adrenalina e acetilcolina.

O experimento termina com a injeção de elevada dose de

anestésico ou de acetilcolina, culminando com parada cardíaca

do animal

Anatomia interna. Para esse tipo de exercício geralmente utiliza-se

cadáveres de animais de diferentes espécies, sacrificados de

diversas maneiras

Estudos psicológicos. Dentre os experimentos de cunho

psicológico mais utilizados, encontram-se os de privação de

alimento e água, experimentos baseados em castigo e

recompensas (por exemplo, caixa de Skinner), experimentos de

isolamento social, privação materna, indução de estresse através

de diferentes métodos como eletrochoques. Alguns desses

animais são mantidos em condição experimental ao longo de toda a sua

vida, outros são descartados por estarem excessivamente estressados.

Habilidades cirúrgicas. Prática utilizada nas faculdades de Medicina

Humana e Veterinária, com o propósito de treinamento

de técnicas cirúrgicas. Nestas técnicas são geralmente utilizados

animais vivos, que são sacrificados somente após se recuperarem

da anestesia

Farmacologia. Para essa finalidade são utilizados geralmente animais de pequeno porte, como ratos e camundongos. São injetadas drogas, por via intravenosa, intramuscular, oral ou por alimentação forçada (gavagem). Os efeitos são visualizados e registrados.

Acesse o link abaixo para conhecer os métodos substitutivos indicados pelo biólogo Sérgio Greif no livro “Alternativas ao uso de animais vivos na Educação” :

Videos para aprendizado ético

 

 

 

 

 

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